Fado Cravo
Maldição
Música: Armando Vieira Pinto
Letra: Alfredo Duarte
Que destino ou maldição
Manda em nós meu coração
Um do outro assim perdidos?
Somos dois gritos calados,
Dois fados desencontrados,
Dois amantes desunidos.
Por ti sofro e vou morrendo,
Não te encontro nem te endendo,
A mim odeio sem razão.
Coração quando te cansas
Das nossas mortas esperanças,
Quando paras coração?
Nesta luta, esta agonia,
Canto e choro de alegria,
Sou feliz e desgraçada.
Que sina a tua, meu peito,
Que nunca estás satisfeito,
Que dás tudo e não tens nada!
A gelada solidão
Que tu me dás coração
Não é vida, nem é morte…
É lucidez, desatino
De crer no próprio destino
Sem poder mudar-lhe a sorte!
