Fado Modesto
Quando a Severa Morreu
Letra: António Vilar da Costa
Música: Júlio Proença
Noite fagueira,
de S. João na Mouraria
Uma fogueira,
arde no Largo da Guia
Chegam Tipóias,
com Fidalgos e Ciganas
Riem Pinóias,
com a graça de Timpanas
Sobem balões,
tem mais brilho a luz da lua
E os alegres foliões,
cantam nas marchas da rua
Geme a guitarra,
com emoção tudo espera
Falta chegar a Severa,
com sua graça bizarra
Mas já no Largo,
a fogueira se extinguia
Destino amargo,
a Severa não mais viria
quela hora,
nos braços do seu amado
Cantava agora,
o seu derradeiro fado
Tangem os sinos,
na Capelinha da Guia
E dois anjos pequeninos,
desceram à Mouraria
Amanheceu,
e a voz do fado calou-se
E a própria lua ocultou-se,
pra ver Severa no céu.
